Em pleno século XXI, a mídia tradicional reproduz em seu conteúdo a atitude preconceituosa da sociedade e não consegue abordar problemas sociais sem apelar para o sensacionalismo, o público da mesma também parece não se interessar por essas questões. Eventualmente, até demonstra acontecimentos relevantes, porém, se limita à superfície do problema, assim, fica faltando à contextualização, essencial ao bom jornalismo.
Sempre distante das questões sociais a mídia dedica uma grande atenção às questões que afligem os mais favorecidos – crimes contra o patrimônio e engarrafamentos – em detrimento de temas relevantes como a ausência do poder público nas periferias, por exemplo.
O caráter de classe da mídia dominante é exacerbado, pois vivemos em uma sociedade capitalista, e os setores da mídia são financiados e controlados pelos grandes empresários, reproduzindo apenas o que interessam a eles.
A partir do momento em que percebemos a grande mídia como parte do aparelho ideológico das elites, e incluímos a tal existência com as necessidades de transformações sociais e a capacidade de comunicar-se com as massas a ponto de que estas se transformem em coletivo.
Assim, criaremos uma consciência de classe através da grande vantagem que a mídia popular pode ter em sua disputa com a mídia das elites, ou seja, sua aproximação com a realidade, denunciando de fato os principais eventos do contexto e a discussão de um debate para uma determinada opinião a ser tomada, para que haja uma participação pública e coerente nas decisões do Brasil.
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